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Planos de Educação exigem participação e mobilização permanente em sua construção e acompanhamento

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Realizada no último sábado (22/11), durante a II Conferência Nacional de Educação (Conae) 2014, a mesa de interesse De Olho nos Planos: como ampliar e fortalecer a participação popular chamou a atenção para a importância da participação popular nas várias etapas da construção dos Planos de Educação, bem como no monitoramento de suas metas e estratégias.

Para o chefe de educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Marcelo Mazzoli, a participação na construção dos Planos não deve ficar restrita a eventos isolados em sua elaboração, mas sim abranger todo o seu período de vigência. “O Plano em si é uma oportunidade educativa excelente desde que tenha o mínimo de condições de legitimidade participativa. É uma oportunidade de formação educativa que pode e deve ser incorporada no Projeto Político Pedagógico de cada uma das escolas brasileiras, da pré-escola ao ensino médio”, destacou Marcelo.

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Neste mesmo sentido, a presidenta do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (FNCE), Suely Menezes, apontou a importância da atuação de todos os setores e instâncias da sociedade: “nós nunca tivemos uma oportunidade melhor do que essa, seja no FNCE, seja em cada conselho ou Secretaria Municipal de Educação. E temos que ter a consciência de que cada lugar em que nós estivermos é um elo importante nesta corrente”.

Destacando a necessidade de efetivar os Planos de Educação para além do momento de sua construção, a presidenta da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), Gilvânia Nascimento, afirmou que esse deve ser um trabalho realizado com os mais diversos segmentos da sociedade. “Nós já temos experiências de estados e municípios que fizeram seus Planos após o primeiro Plano Nacional de Educação (PNE) [de 2001 a 2011], mas que não saíram do papel”, alertou. E complementou: “é preciso que haja articulações políticas do governo com a sociedade civil e entendemos como necessária e importante a atuação dos Fóruns de Educação”.

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Gilvânia defendeu, também, o fortalecimento dos Conselhos de Educação para a constituição dos Fóruns Municipais de Educação. “Os Fóruns devem ser representativos da sociedade e atuar no âmbito do acompanhamento e monitoramento das políticas públicas, não apenas na elaboração do Plano e na organização das conferências. É um processo fundamental e que deve ser permanente”, destacou.

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O Plano de Educação, segundo a presidenta da Associação nacional de Política e Administração da Educação (Anpae), Márcia Ângela Aguiar, vai à contramão de uma das “características da política educacional no Brasil que é a descontinuidade em suas ações”. “Se os Fóruns de Educação estiverem concretizados, com as mais diferenciadas representações da sociedade civil e do Estado, podem contribuir para que tenhamos Planos, que façamos seu acompanhamento e avaliação, e que tenhamos uma amplitude de atores envolvidos”, disse Márcia Ângela.

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Para o representante do comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Avanildo Duque, à medida que forem dialogados, os Planos podem contribuir com o fortalecimento do regime de colaboração entre municípios, estados e governo federal e com a construção do Sistema Nacional de Educação. “Se os Planos Municipais forem participativos, será um estímulo muito forte para que cheguem ao âmbito das escolas por meio de seus Projetos Políticos Pedagógicos”, complementou Avanildo.

 

Desafios para a participação

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Apresentando a iniciativa De Olho nos Planos, a assessora da Ong Ação Educativa, Ananda Grinkraut, destacou o desafio de se fazer com que os Planos se constituam como um instrumento efetivo para o salto da qualidade educacional e da garantia do direito à educação para todas as pessoas. “Para isso, precisamos garantir condições efetivas para a participação das famílias, comunidades, movimentos sociais e outros setores da sociedade, adequando horários de reuniões, oferecendo salas de acolhimento de crianças e estabelecendo estratégias para uma boa comunicação em formatos amigáveis, plurais e acessíveis”, exemplificou Ananda. (Clique aqui e acesse a apresentação da iniciativa)

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A mobilização de toda a sociedade, de acordo com o secretário de comunicação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Rodolfo Pinto da Luz, é um dos principais desafios para o acompanhamento permanente dos Planos de Educação. “O que falta é envolvermos outros atores no meio educacional, a começar pelos pais e alunos. Não há nada melhor do que essa mobilização ocorrer em todos os municípios, agregando, também, representantes da Prefeitura, da Secretaria de Educação e dos poderes legislativos municipal, estadual e federal”, defendeu Rodolfo.

Para o chefe de educação do Unicef, Marcelo Mazzoli, há dois grandes desafios para a participação na construção dos Planos. O primeiro se refere à coordenação do Plano, de maneira que seu processo de construção e monitoramento tenha a capacidade de aprofundar o regime de colaboração garantindo uma unidade e não uma uniformidade do Sistema Nacional de Educação nos próximos dez anos.

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Já o segundo desafio, para Marcelo, se refere à participação de crianças e adolescentes na construção dos Planos de Educação. “Na vigência do Plano, teremos dez gerações que podem consolidar uma cultura de participação democrática aprendida dentro da sala de aula e vamos dar um grande passo de qualidade que pode mudar a história do Brasil e de sua educação. É difícil e desafiadora, mas essa participação é fundamental para pensarmos fora da caixa e trazermos qualidade nova para o debate educativo em torno do Plano”, disse Marcelo, incentivando a leitura e uso do guia da coleção De Olho nos Planos sobre A participação de crianças e adolescentes e os Planos de Educação.

 

Rede De Olho

Também durante a mesa de interesse, foi lançada a Rede De Olho nos Planos. Voltada não só para gestores, como também representantes de Fóruns e Conselhos Municipais de Educação e integrantes da sociedade civil (estudantes, mães, pais, docentes e demais trabalhadores em educação, entre outros), a Rede possibilita um espaço em que os participantes podem interagir em temas relacionados à construção de seus Planos de Educação.  Atrelando recursos de plataformas de educação à distância com a agilidade das redes sociais, a Rede De Olho nos Planos foi construída com o objetivo de apoiar a comunicação, a troca de informações e experiências e promover um espaço formativo para seus participantes. Clique aqui e participe da Rede De Olho nos Planos.

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Imagens por ordem na matéria: 

1 – Mesa de interesse da interesse da iniciativa De Olho nos Planos durante a II Conae 2014;

2 – Presidenta do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (FNCE), Suely Menezes;

3 – Presidenta da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), Gilvânia Nascimento;

4 – Presidenta da Associação nacional de Política e Administração da Educação (Anpae), Márcia Ângela Aguiar;

5 – Representante do comitê diretivo da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Avanildo Duque;

6 – Assessora da Ong Ação Educativa, Ananda Grinkraut;

7 – Secretário de comunicação da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Rodolfo Pinto da Luz;

8 – Chefe de educação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Brasil, Marcelo Mazzoli.

Reportagem – Gabriel Maia Salgado
Edição – Ananda Grinkraut

Movimentos pedem maior radicalidade na superação de desigualdades e participação popular em educação

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Grupo Tranças das Diversidades na Educação realiza ciranda durante II Conferência Nacional de Educação (Conae) 2014

A constituição de um processo participativo, amplo e democrático na construção das regulamentações previstas no Plano Nacional de Educação (PNE) e o aprimoramento de instâncias que proporcionem a participação da sociedade, por meio de conferências, fóruns e conselhos, entre outros: estas são duas das 11 reivindicações realizadas pelo grupo Tranças das Diversidades na Educação, durante a realização da II Conferência Nacional de Educação (Conae), realizada entre os dias 19 e 23 de novembro.

Assinado por 17 organizações e movimentos de abrangência nacional, o manifesto do grupo Tranças reivindicou na Conae 2014 uma maior radicalidade na superação de desigualdades, na promoção dos direitos humanos e inclusão, na valorização da diversidade e sustentabilidade socioambiental e no fortalecimento da participação popular em educação.

Atuando em áreas relacionadas aos direitos humanos, diversidades, inclusão e sustentabilidade, o grupo Tranças reúne integrantes  de organizações e movimentos sociais negros, indígenas, feministas, quilombolas, LGBT, da educação do campo, da educação de jovens e adultos, da educação especial e da educação ambiental.

Para o membro da Comissão Técnica Nacional de Diversidade para Assuntos Relacionados à Educação dos Afro-Brasileiros (Cadara) e do Fórum Nacional de Educação (FNE), Raimundo Jorge, a atuação do grupo na Conferência faz com que se constitua em um “importante Fórum de movimentos sociais”. “Há uma situação de plena igualdade em que os movimentos podem associar suas forças para representar os interesses das diferentes diversidades e se fazerem presentes em espaços como este da democracia deliberativa”, ressaltou.

Além dos dois pontos já citados acima, o manifesto propõe, entre outras coisas, a incorporação efetiva das Diretrizes Nacionais Curriculares à proposta da Base Nacional Comum Curricular, o fortalecimento da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi), a defesa ativa da laicidade, a formulação e a implementação de políticas de educação diferenciada (indígena, quilombola, campo, educação especial, educação de jovens e adultos, etc). Clique aqui e acesse o manifesto completo do Tranças das Diversidades na Educação.

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Após a Conae

Com uma atuação vitoriosa em todos os eixos da Conae, segundo Raimundo Jorge, o Tranças deve agora se articular para monitorar o PNE e contribuir com a construção dos Planos locais de Educação: “temos que nos fortalecer, construir momentos de encontros das lideranças, monitorar o PNE e sua aplicação e, principalmente, atuar de maneira muito forte na maneira como o Plano Nacional vai refletir nos Planos Municipais e Estaduais de Educação”.

De acordo com o coordenador do eixo 2 da Conferência, que tratou do tema Educação e Diversidade: justiça social, inclusão e direitos humanos, e secretário de educação da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, o grupo atuou de maneira aberta, mesmo diante de possíveis divergências entre os movimentos que o compõe. “O Tranças está vindo com papel de escutar todas as vozes, mostrar que queremos direitos iguais e com respeito seja qual for sua especificidade ou peculiaridade”, afirmou Toni.

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Durante a realização da Conae 2014, os participantes do Tranças das Diversidades na Educação organizou uma ciranda, em que demais delegados e delegadas presentes participaram recitando repentes, cordéis e poesias sobre o tema da educação e da diversidade.

Segundo seu manifesto, o grupo Tranças está aberto a adesões de ativistas, coletivos, organizações, fóruns, movimentos sociais e redes por meio do e-mail trancasdasdiversidades@gmail.com

Reportagem – Gabriel Maia Salgado
Edição – Ananda Grinkraut

“A Conferência deve avançar em propostas que busquem uma sociedade mais democrática, justa e igualitária”, afirma ministro

Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho destacou importância da Conae 2014 para efetivar participação na construção das políticas públicas

“A Conferência deve avançar em propostas que busquem uma sociedade mais democrática, justa e igualitária”, afirmou ontem (19/11) o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, durante a abertura da II Conferência Nacional de Educação (Conae) 2014, em Brasília. Com colóquios e plenárias sobre os sete eixos que compõe seu documento-base, a Conae vai até o próximo dia 23 de novembro.

Em sua fala, Gilberto defendeu a necessidade da participação social e do diálogo entre população e governo para a construção de políticas públicas, no caso, para a área da educação. “A Conferência é uma das expressões mais fortes da necessidade de participação social nas esferas de governo. Parafraseando o educador Paulo Freire, a educação é um ato político que influencia a construção de um modelo de sociedade que deve ser fruto de uma construção coletiva”, disse recordando o envolvimento das cerca de três milhões de pessoas nas etapas preparatórias (conferências livres, municipais e estaduais) da Conae 2014.

Com a Conferência sendo realizada após a sanção do Plano Nacional de Educação (PNE) pela presidenta Dilma Rousseff, um de seus objetivos é aprovar um documento final que ajude estados e municípios a construírem seus Planos de Educação. Esta é a opinião do coordenador do Fórum Nacional de Educação (FNE), Francisco das Chagas: “esta mobilização e discussão é essencial para que possamos efetivar a implementação do PNE com os Planos de estados e municípios”.

Neste sentido, o secretário de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Heleno Araújo, ressaltou necessidade de construção e valorização dos Fóruns Municipais e Estaduais de Educação – responsáveis pela coordenação do processo de elaboração ou revisão dos Planos: “temos o desafio de criar e fortalecer os Fóruns de Educação nos 5570 municípios, com a realização de conferências municipais para a elaboração do diagnóstico e da política educacional”. Para o secretário, os Fóruns devem contribuir com a exigência de mais recursos para a efetivação das metas e estratégias previstas no PNE, além de ser o articulador local para o acompanhamento permanente da utilização dos recursos na área da educação.

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Regulamentações

Também presente na abertura da Conae 2014, o ministro da educação, Henrique Paim, apontou a Conferência como espaço para se discutir e criar base para regulamentações do PNE. “Precisamos regulamentar o FNE, assegurar a Lei de Responsabilidade Educacional e ter uma proposta firme para o Sistema Nacional de Educação (SNE)”, afirmou o ministro. E complementou: “os 10% do PIB [Produto Interno Bruto] para a Educação foi uma grande conquista e, para este investimento, temos que discutir e avançar na regulamentação do Custo Aluno-Qualidade e na utilização dos recursos dos royalties do petróleo para a educação, que deve contribuir para a maior valorização dos professores”.

Quanto aos Planos Municipais e Estaduais de Educação, Paim reforçou a necessidade de avanço nas discussões para que se cumpra o prazo de um ano para a elaboração destes Planos – como ficou determinado a partir da sanção do PNE no último dia 25 de junho. “Nós temos na mão uma grande oportunidade de fazer verdadeiro alinhamento do planejamento educacional brasileiro integrando União, estados e municípios em todas as suas etapas e modalidades”, afirmou.

Reportagem – Gabriel Maia Salgado
Edição – Ananda Grinkraut

Piedade (SP) realiza cirandas em escolas da cidade para revisão de Plano Municipal de Educação

Além de Cirandas, adaptação de materiais e diferentes estratégias de comunicação convocaram comunidade para atividades de Plano de Educação

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Com cerca de 60% de seus 50 mil habitantes na zona rural e a 100 quilômetros da capital paulista, Piedade (SP) realizou, entre os dias oito e 30 de novembro*, cirandas nas escolas da cidade para a revisão de seu Plano Municipal de Educação (PME – Lei nº 3483/03).

Inspiradas na iniciativa da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme) e organizadas pelo Conselho de Educação da cidade, as Cirandas são atividades que reuniram de 10 a 20 pessoas com o objetivo de debater o Plano de Educação e dialogar sobre soluções possíveis para o enfrentamento das fragilidades e problemas educacionais em todo o território do município.

“Nós precisávamos de um mecanismo que fosse voltado a um número menor de participantes para que a discussão não se perdesse e que pudéssemos contar com a contribuição de todos”, ressaltou a Diretora Municipal de Educação, Albertina de Fátima Esteves Passos. E complementou: “é bobagem pensar que o Plano deve sair só da minha cabeça. Se ele [o Plano] não tiver pertencimento e se as pessoas não se enxergarem em seu conteúdo, as propostas não vão se materializar”.

Segundo a responsável pela coordenação do Plano e Diretora da EMEF Cônego José Rodrigues de Oliveira, Araci Leite Sodré, a adaptação da atividade realizada pela Uncme fez com que as pessoas participassem mais ativamente do debate sobre o documento. “Como existe uma dificuldade de horário das pessoas, as Cirandas voltadas para poucos participantes foram uma boa alternativa. Além disso, esse formato permitiu que pessoas muito tímidas das zonas rurais pudessem se expressar”, relatou Araci.

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Com a realização das atividades nas unidades de ensino de Piedade, deve ser elaborado um documento com propostas a partir das discussões entre docentes, estudantes e representantes das comunidades locais. “Após este processo, uma comissão vai analisar e reunir as propostas que devem ser votadas em Conferência a ser realizada no início de 2015”, afirmou Albertina. De acordo com ela, a comissão será composta por representantes da sociedade civil, gestores de escolas municipais e estaduais, integrantes do Conselho Municipal de Educação e do poder legislativo.

As Cirandas tinham a proposta, segundo a diretora municipal de educação, de fazer com que “as escolas se apropriassem dos avanços e dos desafios da educação de Piedade, além das discussões sobre o Plano Municipal anterior e sobre o Plano Nacional de Educação [PNE]”. Para ela, um dos principais desafios para a educação na cidade é conciliar a “função social das escolas, o perfil do município, as expectativas de toda a sociedade e os elos com os governos estadual e federal”.

Outro exercício feito pela coordenação do PME da cidade foi a análise do documento anterior com a observação dos pontos que foram ou não realizados no período entre 2003 e 2013. (Clique aqui e veja o documento de avaliação do Plano de Educação de Piedade)

 

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Estratégias de comunicação

Para garantir o debate e o acompanhamento do processo de revisão do Plano Municipal de Educação, a diretora Araci Sodré destacou as várias iniciativas de divulgação para a mobilização da comunidade. “Fizemos um resumo adaptado do PNE utilizando verbos de ação para dar destaque ao que efetivamente temos que fazer para concretizar o que está previsto no documento nacional. E estamos divulgando esse e outros materiais para os vereadores, para o jornal da cidade, a Folha de Piedade, e para o jornal da Diretoria de Educação”, exemplificou.

Para dialogar com a população nas diferentes comunidades, principalmente, das zonas rurais, Araci ressaltou a importância da parceria com outras áreas que não só a da educação: “divulgamos muito no ‘corpo-a-corpo’, com e-mail e telefonemas, mas fomos direto aos bairros, através das Cirandas pela Educação realizadas em cada escola. Estamos buscando, através de todas as instituições parceiras, dados e informações para a formação do nosso banco de dados e realinhamento do nosso PME”.

No caso da relação com os vereadores da cidade, a diretora defendeu a necessidade de uma relação próxima com os representantes do poder legislativo para que tenham conhecimento de todo o processo de revisão do Plano. “Se eles [os vereadores] acompanharem o processo, podemos enviar o projeto de lei para a Câmara em março do próximo ano. Até lá, temos convidado para venham às reuniões e distribuímos pastas com os materiais prontos e fáceis de compreender”, explicou Araci.

 

Veja abaixo alguns dos materiais produzidos no município de Piedade para a revisão de seu Plano de Educação:

Resumo das Metas do Plano Nacional de Educação feito pela Secretaria Municipal de Educação de Piedade (SP)

Resumo explicativo sobre o Plano Municipal de Educação de Piedade

Cirandas pela Educação: Conselho Municipal de Educação organiza atividades e estimula participação social

Modelo de ata para as reuniões das Cirandas pela Educação

 

Imagens: SME Piedade / Divulgação

*Segundo informações da SME de Piedade, o prazo das cirandas foi estendido para que mais escolas pudessem participar das decisões sobre o PME – Atualizado no dia sete de novembro de 2014.

Reportagem – Gabriel Maia Salgado
Edição – Ananda Grinkraut